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Como escolhi o College de TI no Canadá

  • por luks
  • 01/05/2018

Faz muito tempo que não postamos nada por aqui principalmente pela correria que é nossas vidas. Essa semana, com o fim do 1º semestre da faculdade, tenho mais tempo para escrever no blog. E não poderia ser diferente, se não contar como foi minha primeira experiência fazendo faculdade (na vida) e ainda mais fora do país

Com 35 anos, tenho orgulho de ter aprendido a programar desde que sai da escola em 2000 e isso ter sido minha profissão por todos esses anos. Nunca fiz uma faculdade, até porque na época que saí da escola não tinha nada relacionado à Internet, afinal ela estava nascendo. Eu nunca me arrependi, mas isso teria mudado um pouco os planos que eu e minha esposa temos, mas como fiz tudo do meu jeito, isso que importa.

É muito comum na área de TI, principalmente programadores que inclusive trabalhei, de não terem formação acadêmica e acredito que meu caso possa se encaixar com o de muitos, até mesmo aqueles que querem mudar de área.

A primeira parte foi escolher a faculdade e o curso aqui em Toronto. Entre George Brown, Seneca e Centennial, o curso que mais se aproximava do que eu queria era Computer Programmer na George Brown que duraria 3 anos. Não, obrigado. Tempo e dinheiro são inimigos para quem está planejando viver no Canadá com a idade que estamos hoje. Foi então que parti para o curso Computer System Technician (T141) com duração de 2 anos que ainda pode ser finalizado em 1 ano e meio caso você comece em Janeiro. Isso porque para quem inicia em Setembro existe o “Summer Break”, fazendo com que leve mais tempo para se formar, sendo praticamente junto a turma de Janeiro do ano seguinte.

Apesar da abordagem do curso ser mais redes e infraestrutura, ele tem desenvolvimento web incluso, o que me deixou mais a vontade. Eu estou acostumado com a linguagem e ambiente de tecnologia suficiente para não achar tudo uma coisa de outro mundo. Engano meu. Isso ajudou, mas não o tanto que eu acreditava.

Por mais que a gente saiba fazer tudo e tenha experiência desde 2000 eu ainda aprendi e muito. Aprendizado esse que foi assustador. Não sei explicar em termos técnicos como funciona esse tipo de metodologia, mas conversando com pessoas que são formadas no Brasil, é mais ou menos assim. No Brasil, o professor te dá a vara e você aprende a pescar. Já aqui, ele te diz que a vara é feita de bambu e você pode pescar. Não é exagero, chegou um momento que eu estava estudando sem professor algum e sem depender das aulas. Por sorte, encontrei um Brasileiro na minha sala, o que ajudou muito nos estudos, além dos outros colegas de sala que se interessam. Fuja dos jovens desinteressados, eles são muitos.

Falando em estudos, essa foi a primeira vez que precisei estudar. Sério, eu não sei estudar. O que devo fazer? Ler os livros? Ler os capítulos? Anotar tudo que o professor fala? A resposta é: – descubra você mesmo.

A forma que eu encontrei para estudar foi revisando os capítulos em casa, fazendo um resumo e pesquisando na internet termos que não conhecia. Para matérias como Introduction to Networks e IT Essentials, existe prática online via NETCAD (Cisco) que você pode conferir as respostas e praticar o quanto quiser.

Foi extremamente estressante, muita pressão pelo fato de qualquer deslize eu ter que pagar ainda mais a matéria, levar mais tempo para me formar…etc. Ainda que a média fosse 50%, as provas finais das matérias principais do curso, você não pode tirar menos que 50%, mesmo que sua nota final seja maior que isso. TENSO!

No fim, deu tudo certo. Primeiro semestre se foi, muitos aprendizados na questão de me organizar e não perder o fio da meada. Mesmo com altos e baixos estou feliz com o fim do primeiro semestre, sendo que o desafio do Inglês até fica para traz de tanta coisas que você precisa se superar.

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